


Ontem, estivemos em um evento que buscou ser uma mão aliviadora para aqueles que foram vítimas do terremoto no Chile e me vieram alguns pensamentos.
Provérbios 14:31
“Oprimir o pobre é ultrajar o seu Criado, mas tratar com bondade o necessitado é honrar a Deus”.
Tito 3:14
"Agora, quanto aos nossos, que aprendam também a distinguir-se (serem diferentes) nas boas obras a favor dos necessitados, para não se tornarem infrutíferos".
Efésios 4:28
"Aquele que furtava não furte mais; antes, trabalhe, fazendo com as próprias mãos o que é bom, para que tenha com que acudir ao necessitado".
Se ao tratarmos o necessitado com bondade honramos ao Senhor; se as boas obras a favor dos que precisam nos tornam frutíferos e; se aquilo que recebemos como salário do nosso trabalho é também para ajudar o que carece, então devemos ser despertos ao fato de que toda necessidade é uma OPORTUNIDADE para honrarmos a Deus. Precisamos despertar ao fato de que toda necessidade é uma oportunidade para sermos frutíferos e que toda necessidade do outro é uma oportunidade para demonstrarmos que não somos mais ladrões, mas, de fato, novas criaturas!
Apesar de todas as dores que testemunhamos neste ano, a Igreja nunca teve tantas possibilidades para ser Igreja.
Vez após vez, em 2010, o Senhor deu à Sua Igreja a oportunidade de honrar o Seu nome sobre toda dor, sobre toda morte, sobre todas as tragédias. Vez após vez, após vez, após vez e após vez!
E, portanto, ao invés de gastarmos tempo tentando encontrar os porquês disso ou daquilo, ao invés de gastarmos tempo condenando e dizendo que a dor foi devido a esse ou aquele pecado, nós, como Igreja, deveríamos nos levantar prontamente para mostrar ao mundo que o Amor é real, que o Amor é verdadeiro e que Ele se importa! Nos levantar e mostrar ao mundo que o Amor, além de ser real, habita no meio de nós, assim como pregamos!
(Existe prontidão no amor. O amor não é lento. O amor é ágil! Eu não espero perder quase todo o meu sangue para ir a um hospital. Se eu me acidento, eu parto de imediato. Eu não sou lento no cuidado aos meus filhos, eu socorro prontamente. Por que? Porque eu os amo! E porque o amor está sempre em alerta. O amor está sempre de prontidão)
O Senhor Jesus nos ensinou uma oração, a oração que nós chamamos de “Pai Nosso”. E na ocasião, o Senhor foi proposital na escolha de todas as palavras que compõem essa oração. Ele escolheu cada palavra, cuidadosamente, a fim de nos revelar o coração de Deus.
E ele poderia ter nos dito: “Olhem, quando vocês se aproximarem de Deus, digam o seguinte: ‘Ó excelso, majestoso e sublime criador dos céus e da terra’”. Ele poderia ter nos ensinado assim.
Mas, ele não fez isso! Dentre todos os termos que ele poderia ter escolhido, dentre todas as denominações possíveis, ele nos disse o seguinte: “Quando vocês orarem, quando vocês se aproximarem de Deus, digam: 'Pai'”. Digam Pai. Se aproximem como filhos.
E ele não parou por aí; Jesus complementou dizendo que, o Pai, era nosso!
Ele não nos ensinou a orar "Pai meu", mas "Pai nosso”!
O Senhor nos revelou que a primeira coisa que nós precisamos saber de Deus é que Ele é Pai; alguém presente, acessível, amoroso. E, logo em seguida, a segunda coisa que Ele nos revelou é que nós estamos, necessariamente, inseridos numa realidade comunitária e não individualista, onde fazemos o que bem queremos, quando queremos, para nós mesmos. Não!
Não é Pai meu, é Pai nosso!
Não é pão meu, é pão nosso!
Não é pecado meu, tentação minha, inimigo meu, mas é pecado, tentação e inimigo nosso!
E por conta disso, a dor do outro não é do outro! A dor do outro é nossa! O choro do outro é o meu choro! O lamento do outro é o meu lamento. A perda do outro é a minha, é a nossa perda!
Percebamos, também, que o Senhor nos ensinou a orar, na oração do Pai Nosso, por Sua vontade.
Ele nos ensinou a orar: “Seja feita a Sua vontade”.
Permitam-me dizer que é inútil orarmos “Seja feita a Sua vontade” se não estamos dispostos a ser o canal através do qual a vontade do Senhor é feita. É inútil orarmos “Seja feita a Sua vontade” se não estivermos dispostos a realizar a vontade de Deus.
Jesus, antes de ir para cruz, lá no Jardim do Getsêmani, orou “Seja feita a Sua vontade”. Clamou para que se fosse possível o cálice lhe fosse afastado, do contrário, que fosse feita a vontade do Pai.
Jesus pôde fazer essa oração porque ELE estava disposto a fazer a vontade do Pai.
O “Seja feita a Sua vontade” não é uma oração onde dizemos ao Senhor: "Olha Deus, agora o Senhor se vira!" Não. “Seja feita a Sua vontade” é também uma oração de sujeição. É uma oração de submissão à vontade de Deus. Consequentemente, a oração do “Pai Nosso” é a oração dos “Filhos Dele”, pois os filhos são aqueles que, reconhecidamente, se sujeitam à vontade do Pai.
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Como que tu vês o "gospel" nacional hoje em dia?
Rica,
Se com o "gospel nacional" vc quer dizer "música cristã brasileira" ou "música para se cantar em nossos cultos", no que diz respeito à qualidade técnica musical, eu creio que tivemos grandes avanços. Mas, isso é muito óbvio.
O que não me parece ser óbvio é a falta de um senso comum quanto à pobreza das canções no quesito conteúdo. Seria muito bom encontrar mais profundidade bíblica em nossas canções. Muitas canções seriam melhor taxadas de canções auto-ajuda.
É claro que com isso eu não estou dizendo que se ajudar não é importante, mas se vamos dar nomes, vamos dar os nomes corretos. Só porque a palavra Deus entra em uma canção ela não serve pra ser cantada ou ensinada pra crianças e adultos em nossos cultos. Precisamos avaliar melhor o que estamos cantando. Isso dá trabalho, sim! Mas, isso é porque o Alvo das nossas canções não é papai Noel, mas El Shaddai, o Todo Poderoso!
Nós vivemos num momento único da históra da música cristã, um momento bastante peculiar e perigoso. Quando vemos no passado músicos como o Rei Davi e compositores como o irmão de John Wesley, Charles Wesley, quem escreveu mais de cinco mil canções, percebemos que suas motivações e inspiração vinham da revelação de Deus. Suas preocupações estavam na glória de Deus, suas intenções eram equipar o povo de Deus com canções que expressariam sua devoção a Ele.
Não sou Deus pra julgar corações, mas sou são o suficiente para saber que em nenhum momento da história do mundo se fez tanta riqueza com música cristã. Um conhecido meu, que trabalha no meio da música cristã internacional, me disse que algo muda quando um homem faz dois milhões de dólares ao compor uma canção de adoração. E ele trabalha com os GRANDES nomes.
E se eu não conheço outros corações, eu conheço o meu. E por conhecer um pouco do meu, eu posso dizer que a tentação em compor uma canção que venda, ao invés de compor uma canção que exalte ao Senhor, é presente e real. Minha motivação deve ser a Glória de Deus! Minha preocupação deve ser equipar o povo de Deus de maneira que isso ajude o povo a se manter santo e irrepreensível aos olhos do SENHOR!
Nós compositores cristãos precisamos ter temor quanto as palavras que vamos colocar nos lábios daqueles a quem o Senhor comprou por alto preço. Vamos exaltar a realidade sublime de Deus ou incentivar mentiras, percepções humanas e expressões mesquinhas quanto à vida cristã?
Puxa... que desabafo...
Em amor, sempre...