terça-feira, março 29, 2011
segunda-feira, março 28, 2011
sexta-feira, março 25, 2011
quinta-feira, março 24, 2011
Onde está o limite de Deus?
Por José Barbosa Junior
Antes de qualquer outra palavra faço uma afirmativa categórica: creio na soberania de Deus e que Ele é Todo-Poderoso.
Digo isso para que não retirem texto do contexto… e afirmem o contrário depois. Conheço bem a inquisição evangélica e sei do que ela é capaz.
Mas quero conversar um pouco nesse texto sobre um tema que tem sido cansadamente debatido nas redes sociais, em especial no twitter, com acusações das mais diversas e que saíram da linha da discussão de ideias para infelizes e destemperados ataques pessoais. Quero falar sobre os limites de Deus. Deus se limitou? É verdade que Deus abriu mão de sua soberania em nome de Seu amor? Afirmar que sim é trazer contra si todo a artilharia calvinista, que tem como carro-chefe de sua teologia a “Soberania” de Deus! Só que essa teologia calvinista também está baseada num Deus limitado.
Se por um lado, o livre-arbítrio está baseado num Deus que se limita por seu amor, do lado calvinista temos um Deus que se limita por causa do seu “decreto”. Ou seja, de um lado ou de outro temos um Deus que decide limitar o seu Todo-Poder por uma decisão: seja a de amar, seja a de decretar.
Como assim?
Para não dizer que quem pensa contrário à “soberania calvinista” gosta de filosofia e outras ciências, quero me ater, pura e simplesmente às Escrituras Sagradas. E interpretá-las da forma mais simples que um texto pode ser interpretado, daquela forma que o mais simples e o mais culto interpretariam.
É notório, desde o Antigo Testamento, que Deus tinha um propósito em mente: TODAS as famílias da terra abençoadas (ou há uma interpretação exclusivista para o texto de Gênesis 12.3?). Sim, não há como fugir de um Deus, durante toda a história, querendo se revelar a TODOS os povos, a TODAS as gentes…
Mas a coisa piora no Novo Testamento, quando Paulo afirma claramente em sua primeira carta a Timóteo: “Isto é bom e aceitável diante de Deus, nosso Salvador, o qual DESEJA que TODOS OS HOMENS sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade.” (1 Timóteo 2.3-4)
Opa!!! Como assim??? Então temos um Deus que deseja que TODOS sejam salvos, que quer abençoar TODAS as famílias da Terra, e é Todo-Poderoso? É claro que surge a pergunta: E por que isso não acontece? A resposta calvinista é, queiram ou não admitir: “porque ele se LIMITOU pelo seu próprio decreto!” E chamam isso de expiação limitada. Sim… o Deus calvinista também é um Deus limitado! Por mais que QUEIRA salvar a todos, por mais que tenha TODO O PODER para tal, em sua “soberania” decidiu abrir mão de salvar a todos (o que poderia fazer, já que é Todo-Poderoso) por causa do seu decreto.
Entenderam como toda essa discussão, na verdade, é só pra ver qual “limite de Deus” aceitamos?
O Deus calvinista não salva quem ele QUERIA salvar porque se viu refém do seu decreto. Logo, sua soberana vontade cai diante daquilo que é maior: o seu decreto!
O Deus do livre-arbítrio não salva a todos quanto gostaria de salvar porque decidiu se relacionar por amor, e correr o risco de, amando, não ter esse amor correspondido. Se viu refém do seu amor!
Estamos diante de um Deus limitado, meus queridos, por sua própria vontade. Um Deus que abre mão de seu Todo-Poder, ou por decreto, ou por amor…
Só há um problema…
Em parte alguma das Escrituras (e retorno a elas para terminar, sem filosofia) encontro a afirmativa de que Deus é decreto… mas, soberanamente, encontro a maravilhosa exclamação sobre Deus: “Aquele que não ama, não conhece a Deus, porque DEUS É AMOR!” (1 João 4.8)
A paixão humana
Por Paulo Brabo
Fui esta tarde com o Ivan assistir The Passion Of The Christ. Confesso que estava hesitando em assistir o filme, porque ficava me perguntando se seria justo com Jesus enfocar o sofrimento dele como cerne da sua mensagem.
Pois fui e gostei. Chorei a maior parte do tempo, mas isso já era de se esperar. Como cinema e como celebração do Espírito de Cristo, achei muito legal. Nada foi fortuito e todas as passagens e flashbacks muito bem amarradinhos. Fiquei com mais pena de Pilatos do que Jesus, é verdade, mas Jesus sabia o que estava acontecendo.
Rolou, entretanto, um vazio existencial quando saí do cinema. Não que eu tenha sentido que o filme tivesse sido insuficiente, injusto ou deficiente. Pelo contrário, fica claro que Mel Gibson atirou-se de corpo e alma na sua missão e produziu o filme sobre Jesus mais fiel ao Espírito de Cristo que jamais vi. Como é bom ver um Jesus que não é soft – que parece um cara, não um ET ou um delicado andrógino que qualquer vento derruba. As tensões da multidão, as grandes farsas, as tremendas traições e os pequenos heroísmos foram representados de forma magistral.
Parte da minha frustração, naturalmente, advem do fato de perceber que não vivo de forma digna do Senhor que o filme celebra. A consistência irrepreensível de Jesus contrasta de forma dilacerante com a minha própria inconsistência. Mas não creio que esse sentimento seja ruim. É uma coisa boa.
Concluo, no entanto, que minha frustração com o filme não vem só disso. Vem, no final das contas, do fato do filme ser apenas um filme. Isso é que no final das contas me soou imperdoável, ver a mensagem de Cristo reduzida a um vouyerismo de celulóide.
Estava tristemente certo o cara que disse que o meio é a mensagem, porque o veículo apropriado para a mensagem cristã não é um filme. Não é o celulóide. Não é nem mesmo um livro, porque senão o Antigo Testamento teria bastado. Há na verdade um só vaso (um só meio) que comporta a mensagem cristã: uma vida humana, um corpo humano, um exemplo humano – uma paixão humana. E a vinda, a história e a ressurreição de Jesus são justamente a prova definitiva e irrefutável disso. Jesus redimiu a condição humana ao ponto de tornar um corpo humano um vaso puro capacitado a representar e estabelecer o reino de Deus na terra. Por isso é que celebrar a mensagem de Cristo sem que seja através do veículo que ele nos desafiou a usar (nossa vida, nosso corpo, nosso exemplo), é em última instância insuficiente e – temo – contraproducente.
A Paixão de Cristo não tem verdadeiro valor quando é reencenada, mas quando é vivida. Eu é que deveria estar fazendo isso.
Isso é que é imperdoável.
domingo, março 20, 2011
Poder e sucesso, justiça e santida
A nossa esperança e o nosso testemunho não podem ser fundados na fé em Deus-poder ou na divinização de alguma pessoa, grupo social ou instituição. A fé cristã nos apresenta um caminho inverso: ao invés da divinização de um ser humano muito poderoso ou de alguma instituição social (como o mercado) ou religiosa – proposta sedutora de muitas religiões e ideologias sociais –, o Evangelho de Jesus nos propõe um Deus que se esvazia do seu poder divino para entrar na história como escravo, e como escravo se assemelhar ao humano (Filipenses 2.6,7).
Deus se revela no esvaziamento do poder para mostrar que o poder e o sucesso não são sinônimos da justiça e da santidade. Pessoas ou igrejas que se consideram justas e santas porque são ricas e/ou poderosas ou porque têm muito ibope não conhecem a verdade sobre Deus e sobre o ser humano. Não é a riqueza que lhes dá dignidade e justifica a sua existência; a nossa existência está justificada e nós somos dignos antes da riqueza, poder ou sucesso, pois nós somos justificados pela graça de Deus que se esvaziou do poder porque ama gratuitamente a toda a humanidade e a toda a criação.
Essa fé e esperança podem ser experienciadas quando perseveramos na nossa opção pelos pobres e por uma Igreja mais servidora do Povo de Deus, mesmo quando a contabilidade de nossa luta e a frustração pessoal nos diz que não há mais por que esperar. No momento em perseveramos somente porque amamos é que podemos testemunhar esta esperança que é a esperança cristã, que nasce da morte na cruz de um Deus encarnado.
______________
Jung Mo Sung é professor no Programa de Pós Graduação em Ciências da Religião da Universidade Metodista de São Paulo e concentra suas pesquisas na relação entre teologia/religião – economia – educação.
quinta-feira, fevereiro 03, 2011
O texto e o seu contexto
Eu me lembro do tempo em que era seminarista, durante as aulas de hermenêutica bíblica (a arte de interpretar a Bíblia), quando o nosso professor constantemente nos advertia quanto aos perigos do uso de um texto bíblico apenas como pretexto. Ou seja, não deveríamos desrespeitar o que um determinado texto dizia dentro de um contexto maior.
Por exemplo, hoje, pelo Twitter, havia registrado uma série de pensamentos relacionados à confissão e comunhão. (Se não me engano foram uns 10 tuítes seguidos) E depois de perceber o feito, me lembrei de alguns comentários que havia visto no passado referentes a indivíduos que expressavam suas ideias de forma exaustiva através do micro-blog. Eram comentários do tipo: "Tem gente que não sabe pra que serve um blog" ou "Tem gente que não sabe pra que serve o Twitter". Consequentemente, esta memória me fez tuitar: "Não sei pra que serve um blog :)"
E, para minha surpresa, quando voltei ao meu computador depois de horas, percebi que haviam algumas respostas especificamente direcionadas a esse tuíte. Respostas do tipo: "É, eu tb não sei pra que serve um blog". Ou: "O q? O Juliano não sabe o q é um blog? Como assim?" Alguns, em graça, buscando me ensinar: "@JulianoSon um blog é isso e isso e..." E também outros, que acharam que eu estava fazendo uma crítica à existência dos blogs, escreveram: "Você nunca foi abençoado por um blog? Me perdoe, mas eu já fui". Entenderem, né?
O que aconteceu? Cometeram o mesmo engano que muitos cometem ao lerem e buscarem compreender um texto fora de seu contexto. Muitos não percebem que a compreensão de um texto se dá a partir da compreensão de todo um cenário maior. Inclusive, livros bíblicos inteiros não podem ser compreendidos, na sua totalidade, fora do contexto de TODA a Bíblia.
Obviamente, existem enganos que não são sérios. Dizer que eu não sei o que é um blog ou que eu não reconheça a utilidade do mesmo para a glória do Senhor é um engano leve. Da mesma forma, é leve o engano quando muitos interpretam o texto de Mateus 3:11 da maneira como eu interpretava.
Disse assim João, o que batiza:
"Eu vos batizo com água, para arrependimento; mas aquele que vem depois de mim é mais poderoso do que eu, cujas sandálias não sou digno de levar. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo".
Eu, como cristão carismático, por algum tempo não havia prestado atenção no contexto do texto e logo associei o fogo, aqui mencionado, com aquilo que chamamos carinhosamente de o "fogo do Espírito" (uma manifestação mais intensa em/de nossos sentidos gerado pela percepção da Sua realidade, presença, graça etc.) Mas, ao prestarmos atenção no texto ao redor deste texto adquirimos a compreensão de que fogo, aqui, não se trata deste "mover" do Espírito, mas fogo, aqui, traz o sentido de juízo divino. (Faça a leitura do contexto imediato do texto)
Existem, porém, erros mais sérios. Erros que podem custar tudo. Por exemplo, I Jo 4:15 diz que:
"Aquele que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele, e ele, em Deus".
Gostamos muito de usar textos isolados, frases como estas nos momentos de evangelismo, onde percebemos que mesmo pessoas sérias e bem intencionadas buscam arrancar confissões semelhantes a fim de assegurar a salvação da pessoa evangelizada.
Mas, o que significa confessar a Jesus apenas no contexto de I João? Seria somente verbalizar ou reconhecer que Jesus é o Filho de Deus? Não confessam igualmente os demônios acerca de sua filiação?
Apenas no contexto deste pequeno livro (carta) percebemos que o confessar a Jesus se realiza de forma vivencial onde o ódio ao pecado, o amor a Deus e ao próximo são expressos. É só ler todo o livro e facilmente visualizamos uma realidade muito mais abrangente. Aliás, ler livros inteiros, em uma só sentada, faz muito bem para a compreensão ou hermenêutica do texto.
Não nos apeguemos a textos isolados, conheçamos Sua Palavra.
O Senhor nos abençoe.
Abs fraternos!
quarta-feira, setembro 29, 2010
terça-feira, junho 08, 2010
O falar em línguas em UBC - Vancouver, CA
Meu amigo, Bernardo Cho, acabou de voltar ao Brasil de férias depois do seu primeiro ano letivo no Regent College (uma das instituições de ensino teológico mais influentes do mundo) e, enquanto saboreávamos algumas pizzas no jantar, ele me contou algo que reflete um pouco do ambiente onde ele está e que reflete, também, elementos pertencentes aos mistérios de Deus.No Regent, ele tem dividido sua vida com figuras importantes de nossa história do pensamento cristão como James Houston, J.I. Packer, Gordon Fee e muitos outros, e o seu orientador de mestrado é o engenheiro aeronáutico, doutor em Antigo e Novo Testamento pela Universidade de Cambridge, Rikk Watts. #FalandoEmInvejaSanta!!!
O que o Bê me contou foi que, em uma de suas aulas, o Dr. Watts relatou ter acabado de participar de um experimento na Universidade da British Columbia em Vancouver, onde cientistas buscavam fazer algumas análises das atividades cerebrais dos cristãos pentecostais no momento do falar em línguas.
Na sala de pesquisa, o Dr. Watts havia sido "plugado" a inúmeros fios, sensores, e em seguida os cientistas deram a ele o sinal para orar em línguas quando pudesse. Assim que ele começou, logo os cientistas apresentaram alguns sinais de surpresa e espanto com "Uaus!" e "O que é isso?!"
Quando o Dr. Watts perguntou o que estava acontecendo, os cientistas disseram que, em média, um cérebro em intensa atividade de concentração e foco apresentava nos monitores 50% de sua utilização. Quando o Dr. Watts passou a falar em línguas, os monitores apresentaram 80% do uso cerebral, o que gerou assombro nos cientistas.
Na sequência, ele foi submetido a um outro tipo de exame, "plugado" a outros aparelhos e foi convidado a orar em línguas. Passados alguns segundos, novamente foram ouvidos outros "Uaus!" e "O que é isso?!" E, mais uma vez, o Dr. Watts perguntou o que diziam os aparelhos.
Desta vez, os cientistas responderam que o cérebro humano, nas devidas circunstâncias, levava em média 10 minutos para se chegar no "estado alpha" ou no estado onde o cérebro fica suspenso em repouso. O cérebro do Dr. Watts, enquanto ele falava em línguas, tinha levado 20 segundos para se chegar neste estado de paz.
Uau!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
É claro que a partir deste experimento isolado não podemos nos precipitar dizendo que temos respostas conclusivas, mas que as palavras de I Coríntios 14:4a, que nos dizem que o que fala em línguas a si mesmo se edifica, de certa forma, foi notável!
Abraços fraternos e que o Senhor abençoe a todos!
domingo, maio 09, 2010
sexta-feira, maio 07, 2010
"Seja feita a Sua vontade"
Estamos cientes de que esse ano tem sido um ano muito diferente. 2010 tem sido um ano marcado por muitas tragédias, no Brasil e no mundo, gerando incertezas e questionamentos.
Ontem, estivemos em um evento que buscou ser uma mão aliviadora para aqueles que foram vítimas do terremoto no Chile e me vieram alguns pensamentos.
Provérbios 14:31
“Oprimir o pobre é ultrajar o seu Criado, mas tratar com bondade o necessitado é honrar a Deus”.
Tito 3:14
"Agora, quanto aos nossos, que aprendam também a distinguir-se (serem diferentes) nas boas obras a favor dos necessitados, para não se tornarem infrutíferos".
Efésios 4:28
"Aquele que furtava não furte mais; antes, trabalhe, fazendo com as próprias mãos o que é bom, para que tenha com que acudir ao necessitado".
Se ao tratarmos o necessitado com bondade honramos ao Senhor; se as boas obras a favor dos que precisam nos tornam frutíferos e; se aquilo que recebemos como salário do nosso trabalho é também para ajudar o que carece, então devemos ser despertos ao fato de que toda necessidade é uma OPORTUNIDADE para honrarmos a Deus. Precisamos despertar ao fato de que toda necessidade é uma oportunidade para sermos frutíferos e que toda necessidade do outro é uma oportunidade para demonstrarmos que não somos mais ladrões, mas, de fato, novas criaturas!
Apesar de todas as dores que testemunhamos neste ano, a Igreja nunca teve tantas possibilidades para ser Igreja.
Vez após vez, em 2010, o Senhor deu à Sua Igreja a oportunidade de honrar o Seu nome sobre toda dor, sobre toda morte, sobre todas as tragédias. Vez após vez, após vez, após vez e após vez!
E, portanto, ao invés de gastarmos tempo tentando encontrar os porquês disso ou daquilo, ao invés de gastarmos tempo condenando e dizendo que a dor foi devido a esse ou aquele pecado, nós, como Igreja, deveríamos nos levantar prontamente para mostrar ao mundo que o Amor é real, que o Amor é verdadeiro e que Ele se importa! Nos levantar e mostrar ao mundo que o Amor, além de ser real, habita no meio de nós, assim como pregamos!
(Existe prontidão no amor. O amor não é lento. O amor é ágil! Eu não espero perder quase todo o meu sangue para ir a um hospital. Se eu me acidento, eu parto de imediato. Eu não sou lento no cuidado aos meus filhos, eu socorro prontamente. Por que? Porque eu os amo! E porque o amor está sempre em alerta. O amor está sempre de prontidão)
O Senhor Jesus nos ensinou uma oração, a oração que nós chamamos de “Pai Nosso”. E na ocasião, o Senhor foi proposital na escolha de todas as palavras que compõem essa oração. Ele escolheu cada palavra, cuidadosamente, a fim de nos revelar o coração de Deus.
E ele poderia ter nos dito: “Olhem, quando vocês se aproximarem de Deus, digam o seguinte: ‘Ó excelso, majestoso e sublime criador dos céus e da terra’”. Ele poderia ter nos ensinado assim.
Mas, ele não fez isso! Dentre todos os termos que ele poderia ter escolhido, dentre todas as denominações possíveis, ele nos disse o seguinte: “Quando vocês orarem, quando vocês se aproximarem de Deus, digam: 'Pai'”. Digam Pai. Se aproximem como filhos.
E ele não parou por aí; Jesus complementou dizendo que, o Pai, era nosso!
Ele não nos ensinou a orar "Pai meu", mas "Pai nosso”!
O Senhor nos revelou que a primeira coisa que nós precisamos saber de Deus é que Ele é Pai; alguém presente, acessível, amoroso. E, logo em seguida, a segunda coisa que Ele nos revelou é que nós estamos, necessariamente, inseridos numa realidade comunitária e não individualista, onde fazemos o que bem queremos, quando queremos, para nós mesmos. Não!
Não é Pai meu, é Pai nosso!
Não é pão meu, é pão nosso!
Não é pecado meu, tentação minha, inimigo meu, mas é pecado, tentação e inimigo nosso!
E por conta disso, a dor do outro não é do outro! A dor do outro é nossa! O choro do outro é o meu choro! O lamento do outro é o meu lamento. A perda do outro é a minha, é a nossa perda!
Percebamos, também, que o Senhor nos ensinou a orar, na oração do Pai Nosso, por Sua vontade.
Ele nos ensinou a orar: “Seja feita a Sua vontade”.
Permitam-me dizer que é inútil orarmos “Seja feita a Sua vontade” se não estamos dispostos a ser o canal através do qual a vontade do Senhor é feita. É inútil orarmos “Seja feita a Sua vontade” se não estivermos dispostos a realizar a vontade de Deus.
Jesus, antes de ir para cruz, lá no Jardim do Getsêmani, orou “Seja feita a Sua vontade”. Clamou para que se fosse possível o cálice lhe fosse afastado, do contrário, que fosse feita a vontade do Pai.
Jesus pôde fazer essa oração porque ELE estava disposto a fazer a vontade do Pai.
O “Seja feita a Sua vontade” não é uma oração onde dizemos ao Senhor: "Olha Deus, agora o Senhor se vira!" Não. “Seja feita a Sua vontade” é também uma oração de sujeição. É uma oração de submissão à vontade de Deus. Consequentemente, a oração do “Pai Nosso” é a oração dos “Filhos Dele”, pois os filhos são aqueles que, reconhecidamente, se sujeitam à vontade do Pai.
segunda-feira, março 15, 2010
Local do Livres 2010
Nova edição da chamada para o Livres 2010
Não deixe para fazer a sua inscrição na última hora. Corra!!
Para mais informações, acesse o site: www.livres2010.com
Abraços e nos vemos lá!
LIVRES 2010, EU VOU!!!
sexta-feira, janeiro 15, 2010
Livres 2010
Chamada para o Livres 2010!
Não deixe para fazer a sua inscrição na última hora. Corra!!
Para mais informações, acesse o site: www.livres2010.com
Abraços e nos vemos lá!
LIVRES 2010, EU VOU!!!
sábado, janeiro 02, 2010
formspring.me
Como que tu vês o "gospel" nacional hoje em dia?
Rica,
Se com o "gospel nacional" vc quer dizer "música cristã brasileira" ou "música para se cantar em nossos cultos", no que diz respeito à qualidade técnica musical, eu creio que tivemos grandes avanços. Mas, isso é muito óbvio.
O que não me parece ser óbvio é a falta de um senso comum quanto à pobreza das canções no quesito conteúdo. Seria muito bom encontrar mais profundidade bíblica em nossas canções. Muitas canções seriam melhor taxadas de canções auto-ajuda.
É claro que com isso eu não estou dizendo que se ajudar não é importante, mas se vamos dar nomes, vamos dar os nomes corretos. Só porque a palavra Deus entra em uma canção ela não serve pra ser cantada ou ensinada pra crianças e adultos em nossos cultos. Precisamos avaliar melhor o que estamos cantando. Isso dá trabalho, sim! Mas, isso é porque o Alvo das nossas canções não é papai Noel, mas El Shaddai, o Todo Poderoso!
Nós vivemos num momento único da históra da música cristã, um momento bastante peculiar e perigoso. Quando vemos no passado músicos como o Rei Davi e compositores como o irmão de John Wesley, Charles Wesley, quem escreveu mais de cinco mil canções, percebemos que suas motivações e inspiração vinham da revelação de Deus. Suas preocupações estavam na glória de Deus, suas intenções eram equipar o povo de Deus com canções que expressariam sua devoção a Ele.
Não sou Deus pra julgar corações, mas sou são o suficiente para saber que em nenhum momento da história do mundo se fez tanta riqueza com música cristã. Um conhecido meu, que trabalha no meio da música cristã internacional, me disse que algo muda quando um homem faz dois milhões de dólares ao compor uma canção de adoração. E ele trabalha com os GRANDES nomes.
E se eu não conheço outros corações, eu conheço o meu. E por conhecer um pouco do meu, eu posso dizer que a tentação em compor uma canção que venda, ao invés de compor uma canção que exalte ao Senhor, é presente e real. Minha motivação deve ser a Glória de Deus! Minha preocupação deve ser equipar o povo de Deus de maneira que isso ajude o povo a se manter santo e irrepreensível aos olhos do SENHOR!
Nós compositores cristãos precisamos ter temor quanto as palavras que vamos colocar nos lábios daqueles a quem o Senhor comprou por alto preço. Vamos exaltar a realidade sublime de Deus ou incentivar mentiras, percepções humanas e expressões mesquinhas quanto à vida cristã?
Puxa... que desabafo...
Em amor, sempre...
Indiferença
Diz assim:
Era uma vez um escritor que morava em uma tranquila praia, junto de uma colônia de pescadores. Todas as manhãs ele caminhava à beira do mar para se inspirar, e à tarde ficava em casa escrevendo. Certo dia, caminhando na praia, ele viu um vulto que parecia dançar. Ao chegar perto, ele reparou que se tratava de um jovem que recolhia estrelas-do-mar da areia para, uma por uma, jogá-las novamente de volta ao oceano.
"Por que está fazendo isso?"- perguntou o escritor.
"Você não vê! --explicou o jovem-- A maré está baixa e o sol está brilhando. Elas irão secar e morrer se ficarem aqui na areia".
O escritor espantou-se.
"Meu jovem, existem milhares de quilômetros de praias por este mundo afora, e centenas de milhares de estrelas-do-mar espalhadas pela praia. Que diferença faz? Você joga umas poucas de volta ao oceano. A maioria vai perecer de qualquer forma".
O jovem pegou mais uma estrela na praia, jogou de volta ao oceano e olhou para o escritor.
"Para essa aqui eu fiz a diferença".
Autor desconhecido
O Senhor não nos chama para salvarmos o mundo todo, mas o mundo ao nosso redor, o mundo que podemos tocar e alcançar.
Uma vida! Apenas uma. Ele não nos pede o mundo.
Que tal salvar UMA vida em 2010?
quarta-feira, dezembro 30, 2009
formspring.me
O Ministério Livres para Adorar lançará em 2010 um novo CD?
Em 2010, lançaremos o DVD e começaremos a produzir o 4º CD com provável previsão de lançamento para o começo de 2011.
Mas... muita coisa pode acontecer.
Abs!
formspring.me
Quem é Juliano Son?
Pergunta difícil...
Mas, vamos pelo ângulo fácil.
Nascido na complicada cidade de São Paulo. Filho de imigrantes coreanos, o primeiro de três. Passou pelo Colégio São Luís no primário, Maria Imaculada (Chapel) no ginásio, Drexel University (USA) e Chung Ang University (Coréia do Sul) em Adm. no superior, mas se formou em teologia pela Faculdade Teológica Batista de São Paulo em 2005. Foi cantor e compositor na Coréia do Sul entre 1994-1998. Conheceu e se rendeu ao Senhor Jesus no dia 19 de março de 2000. Batizado nas águas no dia 7 e no Espírito no dia 21 de maio de 2000. Felizardo que é casado com Daniele desde 2002. Por enquanto, é pai de Lucas e de Filipe (orando pela Ana). Faz parte da Comunidade Missionária de São Paulo, igreja filha da IMOSP. Buscando viver, pela graça, as boas novas do Evangelho. Envolvido com a causa pela sã doutrina. Envolvido com um movimento pela articulação da Igreja de Cristo. Preside o Instituto Livres para Adorar (ONG) onde, entre os seus projetos, estão o Abrigo Livre Ser e a Conferência Livres. E viaja pelo país levando a mensagem de forma cantada e falada.
Eu disse "ângulo fácil" porque, hoje, quando falamos de quem somos, falamos do que fazemos. Dizer quem somos, hoje, não nos é natural. "Ser" não é relevante em nossos dias. Depois da grande revolução industrial, o homem passou a ser o que produz, apenas o que produz e não o que verdadeiramente é. Dá um bom tema para pregação...
Enfim, quem é Juliano Son?
Sinceramente, ele ainda está no processo de descobrir.
formspring.me
Como nasceu o ministério Livres para Adorar?
O Livres para Adorar nasceu como resposta a uma necessidade social e missionária.
Em 2003, 2004, uma missionária da nossa comunidade havia recém voltado do Nepal (país asiático) e num culto dominical relatou a história de um casal de missionários que resgatava crianças vítimas de um sistema de escravidão sexual naquele país.
A partir deste culto nasceu uma urgência, uma necessidade de ter de fazer algo por essas crianças e, algum tempo depois, gravamos o primeiro CD "Livres para Adorar" para divulgar e levantar recursos a essa missão.
O CD acabou que gerando uma resposta inesperada da Igreja e fomos levados a perceber uma outra necessidade. Então, a partir do final de 2006, o Livres para Adorar passou a ser um ministério itinerante do louvor e da Palavra, enviado pela comunidade local.


